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Ciência e saúde 2026-09-09 5 min de leitura

Relatório Histórico da OMS: Uso Problemático de Redes Sociais Entre Adolescentes Sobe para 11%, Apelo Urgente por Proibição de Telemóveis nas Escolas

Um amplo estudo da OMS Europa e da rede HBSC com 280 mil jovens em 44 países revela que o uso problemático de redes sociais disparou para 11% e o risco de dependência de videojogos atingiu 12%. Com 13% das raparigas a apresentar sintomas aditivos e 36% dos adolescentes em contacto online constante, a OMS insta os governos a proibir os smartphones nas escolas e a estabelecer limites rigorosos de tempo de ecrã.

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Fonte da notícia: Organização Mundial da Saúde (OMS/Europa) & HBSC (Ver fonte original ↗)

O Escritório Regional da OMS para a Europa, em parceria com a rede internacional de investigação Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), divulgou um histórico relatório de saúde pública que examina os padrões digitais de quase 280 mil adolescentes de 11, 13 e 15 anos em 44 países da Europa, Ásia Central e Canadá. Intitulado 'A focus on adolescent social media use and gaming in Europe, central Asia and Canada', o abrangente estudo apresenta provas empíricas contundentes de que o relacionamento dos jovens com os ecrãs se transformou numa crise sanitária prioritária. Os dados revelam que a percentagem de jovens com 'uso problemático de redes sociais'—caracterizado por dependência, perda de autocontrolo e abandono da vida real—saltou de 7% em 2018 para expressivos 11%.

A investigação evidencia acentuadas assimetrias de género e uma rotina de hiperconexão ininterrupta. As raparigas são especialmente vulneráveis ao uso problemático de redes sociais, registando uma taxa de 13% em comparação com 9% entre os rapazes. De forma impressionante, 44% das jovens de 15 anos declararam estar em contacto digital contínuo com amigos ao longo de todo o dia, enquanto 36% de todos os adolescentes admitiram conexão sem pausas. Entre os rapazes, a compulsão manifesta-se predominantemente nos videojogos: 34% jogam diariamente, 22% dos jogadores dedicam quatro ou mais horas nos dias em que jogam e 16% dos rapazes apresentam risco clínico de dependência de jogos (contra 7% nas raparigas).

O relatório da OMS associa diretamente estes comportamentos problemáticos à deterioração da saúde mental, física e escolar dos adolescentes. Os utilizadores problemáticos reportam índices substancialmente menores de satisfação com a vida, privação crónica de sono, exaustão matinal, falta de foco nas aulas, sintomas depressivos e maior exposição ao ciberbullying. O diretor regional da OMS para a Europa, Dr. Hans Henri P. Kluge, declarou categoricamente: 'Não podemos permanecer passivos enquanto os nossos jovens são envolvidos por algoritmos predatórios que comprometem a sua saúde mental. Medidas urgentes de saúde pública são cruciais para capacitar os jovens a adotar hábitos digitais saudáveis.'

Perante estes alertas rigorosos, a OMS instou os governos nacionais e as autoridades escolares a adotarem intervenções decisivas. A organização recomenda a implementação de regras claras que proíbam ou restrinjam o uso de telemóveis nas escolas, transformando as salas de aula e os recreios em espaços seguros livres de distrações digitais e filmagens indevidas. Recomenda igualmente a criação de diretrizes nacionais sobre limites diários de tempo de ecrã alinhados com as metas contra o sedentarismo, a introdução de literacia digital no ensino básico e a responsabilização legal das grandes empresas tecnológicas pelos seus algoritmos viciantes.

Especialistas em bem-estar digital destacam que, embora as diretrizes escolares e os relatórios globais representem um marco indispensável, a batalha decisiva ocorre à noite nos lares. O uso desenfreado do telemóvel na cama destrói o sono restaurador e a capacidade de estudo. Ferramentas especializadas como o Limitra App Block surgem como uma salvaguarda fundamental para estudantes e famílias, permitindo bloquear aplicações viciantes e suspender notificações nos períodos de estudo e repouso para consolidar uma disciplina digital equilibrada e duradoura.

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